segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Silencio despedaçado...

A cada passo que é dado ele consegue distinguir uma característica nova: terno bem alinhado,  gravata borboleta, bigode grosso, uma bengala ,mesmo aparentando não ter problemas para andar e uma inquietante mania de olhar diretamente para o chão escondendo lhe o brilho dos olhos sobre a aba do chapéu.
  O homem se aproxima, ajeita o e senta próximo ao jovem, já ele quebra o silencio com um simples:
 - Olá
 - Olá - ele responde com uma voz grave e arrastada
Segundos se passam como horas, o jovem olha para o homem mais velho ainda impossibilitado de ver a cor de seus olhos pelo chapéu , com medo do que ele pode lhe fazer e do que pode acontecer, até que de repente o homem toma a iniciativa e fala:
 - Que rude de sua parte, nem perguntou se estou bem. Até alguns dias me fez um pedido e como alma caridosa que sou, eu o fiz. Silencio era o que queria, porque o barulho lhe perseguia , solidão era o que almejava pois sua família não suportava. Agora me olha com essa cara de paspalho que me dá asco. - em seu rosto de formou um sorriso horrendo que mostrava os dentes de um amarelo podre e logo após cuspiu. na escuridão, o jovem jurou ouvir gritos de dor provindos da aonde foi cuspido. - Bom...- continuou o homem, agora em pé e encarando no olhos o jovem assustado - aproveite o que eu lhe dei, a benção que poucos tem. - parecendo três vezes maior e falando como se outros estivem falando junto - ou VAI SE ARREPENDER NO ALÉM!!!!!!!
   

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Mal no túnel

Chegando a ultima estação o jovem sai do trem com um pulo de susto e sobe correndo as escadas, sai das catracas e vai para a rua , o cenário vazio não o assustou tanto quanto o que viu  na escuridão do trem entre uma estação e outra. Ele corre pela calçada e para somente quando seus pulmões não aguentam mais, ele se joga no chão da calçada arfando e com o coração a mil, enquanto seu ritmo vai desacelerando ele relembra o que lhe o ocorreu naquele breve período de tempo.
       Chegando a ultima estação o trem entra em um túnel e todas as luzes são apagadas, a unica iluminação provem de flash de luz que cortam a escuridão da esquerda pra direita, porém o jovem se toca que a velocidade do trem não diminui mas o trajeto obscuro aparenta ser maior. Olhando para janela um impulso o faz olhar para os lados, ele repara em uma pequena silhueta escura que se esconde dos flashs, que jaz a ao fundo do vagão, o jovem se alegra ao ver que não é o único ali e nesse momento um flash de luz passa por onde a silhueta estava e se vê que não há nada lá, o jovem pisca os olhos e vê novamente a silhueta que aparenta estar mais próxima de si, os flashs param de aparecer e ele percebe por uma luz bem fraca que voltou a brilhar no vagão, que a silhueta se levanta e com isso ele consegue distinguir um homem pequeno com um chapéu cinza.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Um dia comum...

Parecia mais um dia comum voltando do trabalho e mexendo no celular, despreocupado com tudo, não tirava o olhar do celular, concentrado no jogo ao qual acabara de baixar. Porém quando sentiu que a porta do trem que acabara de chegar abriu, não viu uma alma viva no vagão, desconfiou que poderia ter saído mais cedo do trabalho por engano e por isso não haveria ninguém nesse horário, para justificar tal hipótese olhou as horas no celular e viu que era o mesmo horário de sempre. Passou uma, duas, três estações e ninguém para lhe incomodar, "caralho, hoje eu to com sorte" pensou ele, e tomado pela curiosidade ele saiu na estação seguinte e o mesmo quadro se repetiu, foi até as catracas e não viu nem ao menos um funcionário do metrô ou um tiozinho vendendo doces. O silêncio sinistro que tomava o local foi quebrado pelo barulho de um trem que vinha chegando, correu da onde estava e foi até a plataforma, para o seu espanto não havia um maquinista e em todos vagões não havia ninguém. Achando muito suspeito com o que não vira, tento entrar em contato com algum amigo, sem sucesso sinal fraco, mesmo assim deixou uma mensagem para alguns, assim que tivesse sinal a msg iria por si só. Levemente assustado e com o sentidos a mil, esperando algo mais estranho acontecer pegou o próximo trem e a cada estação que passava ele desejava que aparecesse alguém, mas o cenário se repetia e uma viagem de apenas 20 minutos parecia durar horas e horas.