segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Silencio despedaçado...

A cada passo que é dado ele consegue distinguir uma característica nova: terno bem alinhado,  gravata borboleta, bigode grosso, uma bengala ,mesmo aparentando não ter problemas para andar e uma inquietante mania de olhar diretamente para o chão escondendo lhe o brilho dos olhos sobre a aba do chapéu.
  O homem se aproxima, ajeita o e senta próximo ao jovem, já ele quebra o silencio com um simples:
 - Olá
 - Olá - ele responde com uma voz grave e arrastada
Segundos se passam como horas, o jovem olha para o homem mais velho ainda impossibilitado de ver a cor de seus olhos pelo chapéu , com medo do que ele pode lhe fazer e do que pode acontecer, até que de repente o homem toma a iniciativa e fala:
 - Que rude de sua parte, nem perguntou se estou bem. Até alguns dias me fez um pedido e como alma caridosa que sou, eu o fiz. Silencio era o que queria, porque o barulho lhe perseguia , solidão era o que almejava pois sua família não suportava. Agora me olha com essa cara de paspalho que me dá asco. - em seu rosto de formou um sorriso horrendo que mostrava os dentes de um amarelo podre e logo após cuspiu. na escuridão, o jovem jurou ouvir gritos de dor provindos da aonde foi cuspido. - Bom...- continuou o homem, agora em pé e encarando no olhos o jovem assustado - aproveite o que eu lhe dei, a benção que poucos tem. - parecendo três vezes maior e falando como se outros estivem falando junto - ou VAI SE ARREPENDER NO ALÉM!!!!!!!
   

Nenhum comentário:

Postar um comentário